O CNE, representado pelos Departamentos Nacionais de Ambiente (DNA) e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (DNODS), esteve presente na 10ª edição do Fórum Europeu sobre Métodos Educativos. O evento, promovido pela Região Europeia da WOSM, realizou-se em Skopje, na Macedônia do Norte, entre os dias 11 e 15 de outubro.
O objetivo do encontro, que reuniu 84 participantes em representação de 23 países, foi discutir o método Escutista, partilhar boas práticas e fortalecer uma rede de conhecimentos entre as várias Associações e Organizações Escutistas. Os temas discutidos foram abrangentes, incluindo o voluntariado, a educação para a paz, a digitalização e a inovação, a saúde mental e a sustentabilidade, que se destacou como o tema principal.
O DNA e o DNODS tiveram a oportunidade de partilhar o trabalho desenvolvido pelo CNE na promoção do ambiente e sustentabilidade como tema pedagógico, nomeadamente através da implementação das iniciativas Earth Tribe e Compromisso 2030. O envolvimento do CNE nestas áreas destacou-se como referência no Escutismo Europeu.
Nos dias 15, 16 e 17 de Setembro, realizou-se o 4º Encontro de Delegados de Ambiente e Sustentabilidade, promovido pelos Departamentos Nacionais de Ambiente (DNA) e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (DNODS). Esta edição teve lugar no Penha – Centro Escutista de Guimarães (PCEG), um espaço que é exemplo da simbiose entre escutismo e natureza.
O encontro contou com a presença de 20 representantes das regiões dos Açores, Algarve, Aveiro, Braga, Leiria-Fátima, Lisboa, Porto, Viana do Castelo e Viseu, com a representação de vários núcleos, tais como Lisboa Oriental, Lisboa Moinhos de Vento, Lisboa Solarius, Porto Terras Santa Maria e Braga Guimarães.
A atividade foi vivenciada de acordo com um imaginário inspirado no Afonso, um jovem com uma consciência ambiental e social muito desenvolvida, que tinha a missão de converter a sua mãe e amigos para um estilo de vida mais justo e sustentável. Ao longo do encontro foram desenvolvidas várias dinâmicas, tais como “O papel do delegado”, “Mostra de Oportunidades Pedagógicas” e partilha de “Boas Práticas”.
No sábado, os delegados tiveram a oportunidade de conhecer melhor os departamentos, os seus projetos e programas, assim como refletirem sobre o seu papel como delegados regionais/núcleo. Houve ainda oportunidade para uma visita ao centro da cidade de Guimarães onde decorria Guimarães Green Week, evento realizado pela Câmara Municipal em parceria com o Laboratório da Paisagem, um parceiro do CNE. Este momento permitiu aos participantes estarem em contacto com diversas entidades ligadas ao ambiente e sustentabilidade, e de participarem em pequenos workshops. O final do dia terminou com uma mostra das diferentes oportunidades pedagógicos desenvolvidas pelos departamentos, permitindo ficarem a conhecer a vasta e diversa oferta de jogos e dinâmicas disponibilizada pelos departamentos para atividades de âmbito regional/núcleo.
No domingo, procedeu-se ao espaço de partilha de “Boas Práticas” das diferentes regiões e núcleos, com a partilha de diversas iniciativas, tais como a newsletter “Sol a Rios”, desenvolvida pelo núcleo Solarius, da Região de Lisboa; o stand criado para promoção e divulgação das oportunidades na área, desenvolvido pela equipa de ambiente e sustentabilidade da região do Porto; e o plano ambiente e sustentabilidade de agrupamento e estrutura de trabalho desenvolvida pela equipa de ambiente e sustentabilidade do núcleo Moinhos de Vento. Houve ainda a oportunidade de partilha de um exemplo de projeto Earth tribe, apresentado pela representante do núcleo Terras de Santa Maria, da região do Porto, que desenvolveu no ano escutista anterior, o desafio Maré de Mudança.
O 4º Encontro de Delegados terminou com uma nota muito positiva pela envolvência de todos os participantes e motivação em unir esforços para aumentar o alcance dos projetos e programas de ambiente e sustentabilidade dentro do movimento, pela enriquecida partilha de ideias, dificuldades e soluções, permitindo criar sinergias entre os departamentos nacionais e os delegados. Esperamos que todos os participantes tenham saído inspirados e motivados, para juntos, continuarmos a lutar por um CNE mais preocupado com o ambiente e sustentabilidade, em todos os níveis da associação.
Numa era cada vez mais global, surge a necessidade de se salientar a importância de um conjunto de princípios inabaláveis que transcendem fronteiras, culturas e crenças. A essas normas chamamos de direitos humanos, uma afirmação essencial da nossa humanidade rumo à dignidade, igualdade e justiça para o Homem. Os desafios complexos atuais e as diferenças profundas têm vindo a desafiar a permanência dos direitos humanos como uma força motriz e um ideal partilhado que une a humanidade na procura pela equidade e respeito mútuo – “pensar global e agir local”.
Mas afinal o que são os Direitos Humanos? São normas que afirmam e asseguram a dignidade inerente a todos os seres humanos. Através deles, é regido o modo como os seres humanos individualmente devem viver em sociedade e entre si, bem como sua relação com o Estado e as obrigações que o Estado tem em relação a eles. Agregadas ao conceito de Direitos Humanos, estão as noções de universalidade, inalienabilidade, indivisibilidade, interdependência, igualdade, não discriminação, participação, inclusão e responsabilização.
Adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) é um documento composto por 30 artigos que estabelecem quais os direitos básicos e inalienáveis dos seres humanos, não obstante a raça, religião, posição social ou género. Por definição, é “o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade tendo sempre em mente esta Declaração, esforce-se, por meio do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Países-Membros quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição” (ONU, 1948).
E porque é que os Direitos Humanos estão e devem estar associados ao Escutismo? Embora o Escutismo não seja uma organização diretamente ligada aos Direitos Humanos, desempenha um papel fundamental na promoção dos Direitos Humanos, especialmente entre os jovens, ao promover valores e práticas que estão alinhados com os princípios fundamentais dos mesmos e formar jovens cidadãos conscientes, empenhados e ativos, que estão mais propensos a respeitar e promover os direitos humanos no quotidiano e nas suas comunidades. O respeito pela diversidade, o serviço à comunidade e a conscientização ambiental são alguns exemplos de atitudes pelas quais o escutismo contribui para a promoção dos direitos humanos, através do método de educação não-formal.
Celebra-se a 10 de dezembro o Dia dos Direitos Humanos, dia da adoção, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948. Neste 75º aniversário, o CNE reafirma e compromete-se com o seu total empenho e cometimento para com os princípios enunciados na DUDH, uma vez que “os direitos humanos pertencem a todos e a todas e a cada um de nós igualmente” (ONU).